A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a suspensão da comercialização e da divulgação de medicamentos manipulados por diversas empresas, além de ordenar o recolhimento de lotes falsificados de dois remédios em circulação no país. As medidas foram oficializadas em publicação no Diário Oficial da União na última sexta-feira (24).
As resoluções nº 1.683 e nº 1.684 de 2026 apontam uma série de irregularidades, como a produção e venda de medicamentos manipulados sem prescrição individualizada, oferta pela internet e identificação de produtos falsificados no mercado.
Entre os casos identificados, a ICT Farmacêutica Ltda foi proibida de comercializar e divulgar produtos à base de tirzepatida. Conforme a Anvisa, os medicamentos eram preparados de forma padronizada, sem a devida individualização e sem receita emitida por profissional habilitado, o que contraria as normas sanitárias.
Situação semelhante ocorreu com a Prista Fórmulas Manipulação Farmacêutica, que anunciava e vendia produtos com fórmula fixa e nome comercial, sem prescrição específica para cada paciente. Já a Formedica Farmácia de Manipulação Ltda teve todas as suas preparações magistrais suspensas após fiscalização constatar a venda de medicamentos padronizados sem receita médica.
Outra medida atingiu a Victalab Farmácia de Manipulação Ltda, que teve interrompidas a manipulação, comercialização e uso de produtos à base de polidocanol. A decisão levou em conta notificações de eventos adversos graves relacionados a esses medicamentos.
A Anvisa também determinou a apreensão de todos os produtos manipulados da IHB Ecommerce Ltda, empresa que, segundo o órgão, não possui autorização de funcionamento nem registro junto à agência. No caso da Treelife Pharmah Ltda, ficou proibida qualquer forma de propaganda de preparações manipuladas.
Além das irregularidades em farmácias de manipulação, a agência identificou a circulação de medicamentos falsificados. Um dos casos envolve o Keytruda, utilizado no tratamento de câncer, cujo lote Y020844 não foi reconhecido como original pela fabricante. Outro medicamento afetado é o Saizen, indicado como hormônio de crescimento, com o lote AB003660 também considerado falsificado pela empresa responsável.
Diante da situação, a Anvisa determinou a apreensão dos produtos e proibiu sua comercialização, distribuição e uso em todo o território nacional.
Fonte: Metrópoles
