Hemocentros registram queda na doação de sangue

A doação de sangue é um gesto solidário de doar uma pequena quantidade do próprio sangue para salvar a vida de pessoas que se submetem a tratamentos e intervenções médicas de grande porte e complexidade, como transfusões, transplantes, procedimentos oncológicos e cirurgias.

Além de pessoas que submetem a procedimentos e intervenções médicas, o sangue também é indispensável para que pacientes com doenças crônicas graves – como Doença Falciforme e Talassemia – possam viver por mais tempo e com mais qualidade, além de ser de vital importância para tratar feridos em situações de emergência ou calamidades.

A Lei nº 1075, de 27 de março de 1950, dispõe sobre a doação voluntária de sangue, onde consta, entre outras coisas, que todo doador de sangue tem direitos à declaração de doação, dispensa de serviço no dia da doação, carteira de doador de sangue, resultados dos testes sorológicos, atendimento médico e encaminhamento adequado em caso de alterações nos exames.

A Doação de sangue é o processo pelo qual um doador voluntário tem seu sangue coletado para armazenamento em um banco de sangue ou hemocentro para uso subsequente em transfusões de sangue.

O sangue é um composto de células que cumprem funções como levar oxigênio a cada parte do nosso corpo, defender nosso organismo contra infecções e participar na coagulação. Não existe nada que substitua o sangue. A quantidade de sangue retirada não afeta a saúde porque a recuperação é imediatamente após a doação.

Uma pessoa adulta tem, em média, cinco litros de sangue em seu organismo. Em cada doação, podem ser coletados entre 420ml e 470ml de sangue, além de 25ml a 30ml para os exames laboratoriais. Uma única doação pode salvar até quatro vidas.

Todo sangue doado é separado em diferentes componentes (hemácias, plaquetas e plasma) e assim poderá beneficiar mais de um paciente com apenas uma unidade coletada. Os componentes são distribuídos para os hospitais para atender aos casos de emergência e aos pacientes internados.

De acordo com dados do Ministério da Saúde, 16 a cada mil habitantes são doadores de sangue no país, o que corresponde a 1,6% da população brasileira. Embora o percentual de doadores de sangue esteja dentro da recomendação da OMS, de que pelo menos 1% da população seja doadora, é necessário aumentar esse índice, estimulando que mais pessoas passem a ser doadores regulares, para manter os estoques de sangue em níveis seguros.

No contexto atual da pandemia de Covid-19, uma das muitas consequências é a queda na doação de sangue.

A pandemia diminuiu em 10% as doações de sangue no Brasil em 2020. O dado foi apresentado pelo Ministério da Saúde em 2019, foram 3,27 milhões de doações. Já no primeiro ano da Covid-19, no país, foram 2,95 milhões.

A pasta explicou que, mesmo com a queda, não houve desabastecimento por causa de um plano de contingência que remanejou as bolsas entre os estados. No ano passado, foram remanejadas 2.481 bolsas de concentrado de hemácias. Em 2021, foram 185 bolsas.

A assistente social de Santo Augusto Michele Daiana Felipin da Rosa salienta a importância do simples gesto de quem doa sangue, “ é um ato de amor imensurável para quem o recebe. Você já pensou que através deste gesto pode estar salvando a vida de alguém? Um pai, uma mãe, um filho, uma irmã dentre tantos outros?’

Os pacientes que necessitam de transfusão podem contar somente com a solidariedade de pessoas que tem o privilégio de serem saudáveis e que se dispõem a doar o seu sangue, através de um ato de amor ao seu próximo. Em muitos casos, a transfusão de sangue é a única esperança de vida para quem espera por esse gesto.

Micheli explica o processo para realizar a doação em um banco de coleta de sangue: antes do mesmo ser coletado, é realizada uma triagem do doador. O doador é registrado e em seguida passa por uma entrevista. Logo após são feitas algumas avaliações (peso, temperatura, pressão arterial, entre outros) e testes laboratoriais. Passando por essa triagem, é verificado se a pessoa está apta a doar.  Todo o material usado no doador no momento da coleta é descartável. O sangue passa por uma série de exames, com um controle rígido para, somente após, ser disponibilizado para transfundir.

O procedimento é rápido, um pouco dolorido no momento da punção, mas uma “dorzinha” totalmente suportável. São captados no máximo 470 ml de sangue, que podem salvar a vida de até quatro pessoas.

“Muitas pessoas têm interesse em doar, mas por falta de informações e/ou orientações deixam de fazer. No atual momento, onde vivemos uma pandemia, diminuiu o número de doadores devido ao medo de contágio, mas ressalto que são tomados todos os cuidados, seguindo os protocolos para que se evite o contágio. Não deixe de doar, pois as pessoas continuam necessitando da sua doação,” finaliza Micheli.

Em Santo Augusto não existe ponto de coleta, sendo que tem como referência para doação o Banco de Sangue no Hospital de Caridade em Ijuí, as coletas são feitas de segunda a sexta-feira, das 07h às 12h. A equipe do Banco de Sangue solicita o agendamento do doador. De acordo com a enfermeira coordenadora do Banco de Sangue de Ijuí, Kellen D. Valandro Bazotti, “necessitamos em média de 20 a 30 doadores por dia, por isso ressaltamos a importância da doação de sangue.”

 

Micheli conta que “desde 2010, quando passei a desempenhar minhas funções como Assistente Social na Associação Hospitalar Bom Pastor de Santo Augusto, sou doadora de sangue e, durante esses anos, sou responsável pela organização de grupos, principalmente dos funcionários da instituição, para reposição no Banco de Sangue. Desde então, conto com o voluntariado do senhor Claudio Tonetto, mais conhecido como Tonetto, o qual disponibiliza transporte gratuito quando as campanhas são realizadas via hospital. Também trabalho na orientação de familiares e pacientes que necessitam de sangue e de como os mesmos devem proceder para reposição.

Doe sangue, pois você tem nas mãos o poder de fazer a diferença na vida de alguém. Através de um gesto simples e totalmente solidário, pode salvar VIDAS. Quer gesto de amor maior do que esse?

Seja você também um doador.”

Para doar sangue é preciso:

▪Apresentar um documento oficial com foto (Cart. Identidade, Cart. Motorista, Cart. Trabalho) e ainda, cartão SUS.

▪Estar alimentado.

▪Estar em boas condições de saúde.

▪Ter dormido no mínimo 6 horas na noite que antecede a doação.

▪Ter idade entre 16 e 69 anos e 11 meses. A 1ª doação deve ter sido feita antes dos 61 anos.

Doadores entre 16 e 17 anos: apresentar termo de autorização dos pais ou responsáveis legais.

▪Peso superior a 50 Kg.

Medicações que NÃO impedem a doação: Enalapril, Captopril, Dipirona, Paracetamol, Tylenol, Diurético, Dorflex, Neosaldina, Antidepressivo, Losartana, etc…

Não pode doar sangue se:

-Estiver em jejum maior de 04 horas.

-Teve Hepatite (Amarelão) após os 10 anos de idade ou Tuberculose, Chagas, Malária, Diabetes ou Câncer.

-Tem comportamento de risco para Doenças Sexualmente Transmissíveis.

-Fez cirurgia nos últimos 06 meses.

-Fez vacinas: para Febre Amarela, (aguardar 30 dias), Gripe após 48 horas e para Hepatite B e Tétano e HPV após 48 horas.

-Estiver gripado, ou qualquer outro tipo de manifestação gripal e/ou alérgica.

-Recebeu sangue nos últimos 12 meses.

-Fez uso de anti-inflamatório nos últimos 3 dias (Ibuprofeno, Diclofenaco, Nimesulida, Tandene, etc..) e antibiótico são 15 dias.

-Ingeriu bebida alcoólica nas últimas 12 horas.

-Fez tatuagem, acupuntura, maquiagem definitiva e piercing, nos últimos 12 meses.

-Micropigmentação nos últimos 3 meses.

O uso de medicamentos, outras doenças, procedimentos cirúrgicos, vacinas serão avaliados individualmente. Pode haver outros critérios de exclusão detectada durante a entrevista, conforme a norma técnica do Ministério da Saúde.

Trazer o nome das medicações que fizeram uso.

Intervalo para doação:

Homens: 60 dias (até quatro doações no ano)

Mulheres: 90 dias (até três doações no ano)

 

 

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Com informações do Ministério da Saúde.

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