Estado confirma primeiro óbito por dengue em 2026

Trata-se de uma idosa de 83 anos, com comorbidades, que era residente de Jacutinga

A Secretaria da Saúde (SES), por meio do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs), confirmou nesta sexta-feira, 17 de abril, o primeiro óbito por dengue do ano no Rio Grande do Sul. A vítima é uma idosa de 83 anos, com comorbidades, residente do município de Jacutinga, no Norte do Estado. O óbito ocorreu no dia 15 de abril.

“Lamento muito a perda desta vida e me solidarizo com os familiares. Reforço a importância de as pessoas buscarem atendimento médico assim que surgirem os primeiros sinais e sintomas. O diagnóstico e o acompanhamento precoces são fundamentais para evitar o agravamento do quadro e reduzir o risco de complicações e óbitos, especialmente entre idosos, gestantes e pessoas com comorbidades”, alertou a secretária da Saúde, Lisiane Fagundes.

Medidas de prevenção

A dengue é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, que se reproduz em locais com água parada. Por isso, a principal forma de prevenção é eliminar possíveis criadouros, tanto dentro quanto fora das residências. A participação da população é essencial para reduzir a proliferação do mosquito e controlar a transmissão da doença.

Entre as medidas recomendadas, estão: utilizar telas em portas e janelas e repelentes em áreas de maior transmissão; remover recipientes que possam acumular água, como pneus, garrafas, latas e vasos; manter caixas d’água e reservatórios devidamente vedados; desobstruir calhas, ralos e lajes, evitando o acúmulo de água.

Em 2026, até o momento, foram confirmados 596 casos de dengue e um óbito no Estado. Na comparação com o mesmo período do ano passado (até a 15ª Semana Epidemiológica), observa-se diferença na evolução dos registros da doença no Estado. Em 2025, até essa mesma época, o Rio Grande do Sul contabilizava 20.573 casos confirmados de dengue e 13 óbitos.

Ao longo daquele ano, o total chegou a 52.794 casos e 53 mortes. O período de maior circulação da dengue no Estado ocorre historicamente no mês de abril, especialmente nas semanas epidemiológicas 15 e 16. Ainda que o ano atual apresente redução significativa de casos em relação ao anterior, é essencial manter as ações de prevenção e controle do mosquito, para evitar novos aumentos e consolidar a tendência de queda.

Em 2024, o Rio Grande do Sul enfrentou o pior cenário da dengue em sua série histórica, com 209.669 casos confirmados e 281 óbitos. Já em 2025, houve redução expressiva, com 52.794 casos e 53 mortes.

Principais sintomas da dengue:

febre alta, com duração de dois a sete dias

dor atrás dos olhos (dor retroorbital)

dor de cabeça

dores no corpo e nas articulações

mal-estar geral

náusea e vômitos

diarreia

manchas vermelhas na pele, com ou sem coceira

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