Suinocultura cresce no Estado e Três Passos mantém liderança regional

A produção de suínos para abate voltou a crescer no Rio Grande do Sul em 2025. Segundo relatório anual elaborado pela Associação de Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul (ACSURS), divulgado no começo deste mês, com base nos dados oficiais da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação, o Estado registrou 11.755.478 suínos abatidos, crescimento de 3,57% em relação a 2024, quando foram contabilizados 11.350.733 animais.
Na Região Celeiro, o cenário acompanha a tendência positiva estadual. A série dos últimos cinco anos aponta crescimento acumulado e estabilidade estrutural da cadeia produtiva, mesmo diante de oscilações no custo da ração e variações cambiais. De 2024 a 2025, a microrregião registrou um aumento de 8,87% no número de abate de suínos. O grande destaque regional permanece sendo Três Passos, o qual ocupa a liderança do ranking regional desde o início da série histórica, consolidando sua posição como principal polo suinícola da Região Celeiro.
Por outro lado, Coronel Bicaco segue ocupando a última posição no ranking regional, como tendo o menor número de abates. A Capital Nacional da Erva-Mate já ocupa o posto nos últimos cinco anos, entretanto, com um crescimento, apesar de tímido, constante – de 2020 a 2025, o aumento no número de abates foi de mais de 60%.
O Brasil permanece entre os maiores produtores e exportadores mundiais de carne suína, com forte inserção no mercado internacional, especialmente na Ásia. Em períodos de dólar valorizado e demanda externa aquecida, a cadeia produtiva tende a expandir o volume de abates.
Por outro lado, o custo da alimentação animal — principalmente milho e soja — continua sendo o principal fator de pressão sobre as margens do produtor. Ainda assim, os dados dos últimos cinco anos mostram que a suinocultura regional manteve estabilidade e capacidade de adaptação.
No Celeiro, a concentração produtiva em municípios estruturados, como Três Passos, garante escala e regularidade na produção. Ao mesmo tempo, municípios com menor volume participam da cadeia por meio da integração com frigoríficos e cooperativas, contribuindo para o dinamismo econômico regional.
Com crescimento estadual de 3,57% em 2025 e manutenção da liderança regional por cinco anos consecutivos, Três Passos consolida-se como referência produtiva, enquanto o Rio Grande do Sul reafirma seu papel estratégico na suinocultura brasileira.

SITUAÇÃO DO ESTADO
No ranking estadual de 2025, Palmitinho assumiu a liderança, com 278.568 suínos destinados ao abate, superando Rodeio Bonito, que aparece na segunda posição com 246.291 cabeças. Na sequência estão Nova Candelária (233.976), Aratiba (231.390) e Pinheirinho do Vale (225.503).
Entre os dez maiores produtores gaúchos também figuram Rondinha (223.730), Pinhal (212.317), Três Passos (203.920), Santo Cristo (202.686) e Boa Vista do Buricá (198.938).

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