A campanha de vacinação contra a gripe, iniciada em 28 de março, segue a passos lentos na Região Celeiro. Segundo informações, até o fechamento desta reportagem, 6.313 doses foram aplicadas, sendo que a população estimada a ser imunizada é de 67,9 mil pessoas, resultando em uma cobertura de 9,3% do público alvo da campanha.
Em âmbito Estadual, cerca de 474 mil doses foram aplicadas, resultando em cobertura de 11,1% entre crianças, idosos e gestantes — públicos mais vulneráveis às complicações da doença.
Para fortalecer a campanha, a Secretaria Estadual da Saúde iniciou ontem, quinta-feira, 09 de abril, a distribuição de um novo lote com mais de 900 mil doses aos municípios gaúchos. Com isso, o Estado já soma 1,78 milhão de vacinas disponibilizadas em 2026, sendo a maior parte encaminhada às cidades. Até agora, 22.810 foram distribuídas entre os 21 municípios do concerto regional.
Até o momento, Santo Augusto imunizou pouco mais de 200 pessoas desde o início da campanha. A secretária municipal de Saúde, Maristela Calai, salientou que a comunidade teve uma boa adesão à vacinação. “Nossas vacinas estão tendo uma boa adesão pela população. Contamos com um estoque. Neste momento, apenas os grupos prioritários estão sendo imunizados”, coloca. Ainda segundo ela, as aplicações devem ser abertas ao restante da comunidade durante o mês de maio.
Já em Chiapetta a informação é de que as doses de vacina contra a gripe estão esgotadas, retomando as aplicações na segunda-feira, 13 de abril.
O vírus influenza pode causar uma doença respiratória que varia de quadros leves até formas graves, com necessidade de hospitalização, especialmente entre crianças pequenas e idosos. Os sintomas mais comuns são febre alta, dores no corpo, dor de garganta, dor de cabeça, coriza, tosse e cansaço intenso.
Em 2025, o impacto foi expressivo no Estado, com mais de 3,4 mil internações e 598 mortes, a maioria entre pessoas não vacinadas. Os idosos concentraram 77% dos óbitos, enquanto crianças pequenas representaram parcela significativa das internações. Neste ano, o Rio Grande do Sul já registra 107 hospitalizações e nove mortes, números semelhantes ao mesmo período anterior.
A SES destaca a importância de que as pessoas dos grupos prioritários procurem a unidade de saúde assim que a vacina estiver disponível no município. Segundo eles, a imunidade conferida pela vacina não é imediata: o organismo leva entre duas e quatro semanas para atingir o pico de proteção. “A proteção da vacina é maior nos primeiros meses e pode durar de seis meses a 12 meses, motivo pelo qual a vacinação é recomendada todos os anos”, destaca o setor.
Grupos prioritários
Crianças de 6 meses a menores de 6 anos
Gestantes
Puérperas
Idosos com 60 anos ou mais
Povos indígenas
Quilombolas
Pessoas em situação de rua
Trabalhadores da saúde
Professores (básico e superior)
Profissionais das forças de segurança e salvamento
Forças Armadas
Pessoas com deficiência permanente
Caminhoneiros
Trabalhadores do transporte coletivo
Trabalhadores portuários
Trabalhadores dos Correios
População privada de liberdade e funcionários do sistema prisional
Pessoas com doenças crônicas
