Quase 15 mil quilos de pescado serão comercializados em Santo Augusto

A comercialização de pescado deve movimentar cerca de 15 mil quilos em Santo Augusto, principalmente neste período que antecede a Páscoa. A venda ocorre fundamentalmente com o peixe vivo nas propriedades rurais ou em pontos de comercialização da agricultura familiar. O levantamento foi realizado pelo escritório local da Emater/RS-Ascar, por meio da extensionista Estefânia Van Groll Ferreira.
De acordo com os extensionistas, a compra direta do produtor é uma prática comum no município e traz segurança ao consumidor. Quando o consumidor vai até a propriedade comprar o peixe, já conhece a procedência do produto, o que é um fator importante na hora da compra. Além disso, ao optar pela compra direta do produtor, o consumidor tem maior garantia de adquirir um peixe fresco e de qualidade.
O extensionista da Emater de Santo Augusto, Dhonathã Rigo, também orienta os consumidores sobre os cuidados na hora de escolher o peixe. Segundo ele, é importante observar algumas características do animal.
“O consumidor deve verificar se o peixe apresenta olho vivo, guelras vermelhas e se não possui hematomas ou sinais de batida. Também é importante observar se não há presença de insetos ou do parasita chamado Lérnia”, explicou.
Ele também ressalta que, no caso da compra de peixe já processado, os cuidados devem ser os mesmos em relação à procedência do produto. “Quando o consumidor for adquirir um peixe processado, é importante ter cuidado com a procedência, verificar se é um produto de um agricultor que tenha procedência legal e sanitária, além de observar a qualidade do material processado”, destacou o extensionista.
A comercialização de pescado neste período representa uma importante fonte de renda para produtores da agricultura familiar do município, além de garantir aos consumidores um produto fresco e de qualidade para o consumo, especialmente durante o período da Páscoa, quando tradicionalmente aumenta a procura por peixes.
O pescador Jayme Roque Guterres de Moura destaca que as vendas estão positivas neste período. Segundo ele, entre os peixes mais procurados está a carpa capim. Jayme também aponta desafios enfrentados pelos produtores, como o alto custo do trato, cuja saca gira em torno de R$ 120 e dura menos de um mês.

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