Opinião: Entrega do Inter e erros do Grêmio definem o GreNal

Mesmo entrando em campo com o rótulo de favorito, o Grêmio viu o Internacional transformar o GreNal deste domingo em uma demonstração clara de que clássico se vence com entrega, intensidade e vontade de ganhar. O Colorado superou o rival por 4 a 2 em um jogo marcado por viradas, intensidade e superioridade emocional da equipe vermelha.

O Tricolor abriu o placar, mas não conseguiu sustentar a vantagem. O Inter reagiu rapidamente, empatou, virou, sofreu o empate novamente e, em questão de poucos minutos, voltou a assumir o controle da partida, fechando o marcador em 4 a 2. O roteiro ilustrou um GreNal típico: imprevisível, intenso e decidido nos detalhes — e, sobretudo, na postura dentro de campo.

Desde os primeiros minutos, o Internacional demonstrou maior disposição. A equipe “comeu grama”, brigou por cada bola e mostrou que o clássico vai além de favoritismo, elenco ou momento na tabela. Quando se trata de GreNal, vence quem mais quer vencer.

Do lado gremista, o jogo escancarou problemas que preocupam. A lateral direita foi um dos pontos mais vulneráveis, com Marcos Rocha sofrendo para conter Carbonero, que levou vantagem na maioria dos duelos. Wagner Leonardo esteve diretamente envolvido em dois dos gols sofridos, e outros setores também apresentaram desorganização defensiva.

Enquanto o Inter decidiu tanto no coletivo quanto em jogadas individuais, o Grêmio mostrou um desempenho abaixo do esperado como equipe. A falta de compactação, os erros de posicionamento e a dificuldade para reagir após sofrer gols pesaram no resultado final.

Para o técnico Luiz Castro, o clássico serve de alerta. O time que, à primeira vista, parecia competitivo, mostrou que ainda precisa de ajustes importantes — seja com reforços, seja com mudanças táticas — para alcançar maior equilíbrio e consistência.

O GreNal deste domingo deixou uma mensagem clara: em clássico, não basta ter melhor elenco ou status de favorito. É preciso intensidade, concentração e, acima de tudo, raça. E nesse quesito, quem levou a melhor foi o Internacional.

Por Jean Turba

Foto: Portal GE

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