O homem deve conhecer a terra e agir melhor sobre ela

Se os altos valores de uma civilização insistem em que o homem deve subjugar a terra e que este é seu dever moral, com o tempo adquirirá, certamente, os poderes para realizar esta injunção. Isto não significa que o homem haja assim evidenciado algo como poder divino. Apenas desenvolvem poderes que lhe permitem a consecução de seus sonhos agressivos de destruição. Ele pode extirpar a vida de grandes domínios. É agora o único agente da regressão evolutiva.

Há muito tempo, quando o homem ainda não representava poder algum importante para modificar a natureza, pouco significava no permeio da biodiversidade. Hoje ele se manifesta potencialmente como a força destruidora da natureza e seu maior explorador, sua opinião e ação significam muito. Apesar de toda a ciência moderna, defrontamo-nos ainda com um homem pré-histórico. Ele conserva a mesma opinião implícita de poder exclusivo, do homem separado da natureza, dominante, induzido a subjugar a terra seja ele judeu, cristão ou agnóstico.

O ponto de vista ecológico exige que olhemos positivamente para o mundo, que escutemos e aprendamos. O ponto de vista ecológico é o componente essencial na busca da face do homem.

Lá pela metade da década de 1980 circulou um panfleto, distribuído por uma casa comercial de Braga, trazendo algo como tábua dos Dez Mandamentos, porém, explicitando a agricultura natural. Ao lado, a reprodução do original que então transitou pela região.

Texto e foto: Lúcio Steiner

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