Mais de 34 mil moradores da região estão inadimplentes

Pelo cálculo da Serasa, a soma total dos débitos dos gaúchos ultrapassou R$ 25 bilhões pela primeira vez

O poder de compra das famílias gaúchas está cada vez mais comprometido. A alta do custo de vida, somada às dificuldades em equilibrar renda e despesas, tem levado milhares de pessoas à inadimplência. O reflexo é direto no comércio e nos serviços: menos dinheiro circulando e maior desafio para manter a economia aquecida, tanto na capital quanto no interior do Estado.

De acordo com a Serasa Experian, em julho o total devido por quem está inadimplente no Rio Grande do Sul ultrapassou R$ 25 bilhões. Só em Porto Alegre, são 550 mil pessoas endividadas, com uma dívida média de R$ 7.406 por devedor, somando aproximadamente R$ 4 bilhões.

No interior, Caxias do Sul lidera em número de inadimplentes e valor total devido, seguida por Canoas. Já quando se observa a média de dívidas por pessoa, os maiores valores estão em Erechim e Santa Rosa, evidenciando que o problema não se concentra apenas nos grandes centros.
Na Região Celeiro, o levantamento mostra que pouco mais de 25% dos residentes na microrregião estão com algum débito em aberto. Apesar de Três Passos exibir a maior quantidade de inadimplentes, 5.416 moradores, com dívidas que ultrapassam os R$ 43,8 milhões, é Miraguaí que apresenta o maior índice de endividados. No município, 39,15% dos moradores, ou seja, 1733 pessoas, estão com algum tipo de dívida em seus nomes.
Por outro lado, Derrubadas aparece como o município com menor número de inadimplentes, contabilizando 417 pessoas endividadas, ou seja, 15,16%) e um montante de R$ 2,7 milhões. No município a dívida média por devedor é de R$ 6,5 mil, mostrando que o problema é generalizado e atinge famílias de diferentes portes econômicos.
Especialistas apontam que o avanço da inadimplência compromete não apenas a vida financeira das famílias, mas também a dinâmica da economia regional. Quanto maior o endividamento, menor o poder de compra e a movimentação no comércio, criando um ciclo que afeta diretamente o desenvolvimento local.

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