Um nascimento raro voltou a chamar atenção da equipe médica no Noroeste do Rio Grande do Sul. Na tarde da última quinta-feira, 30 de abril, um bebê nasceu empelicado no Hospital São Luiz Gonzaga, repetindo um tipo de ocorrência pouco comum já registrada anteriormente neste ano na instituição.
O parto ocorreu por volta das 14h50min, por meio de cesariana, e resultou no nascimento de um menino saudável, com 3,818 quilos e 51 centímetros. De acordo com a equipe, o recém-nascido estava tranquilo no momento do procedimento, o que contribuiu para uma cena considerada marcante pelos profissionais presentes.
Participaram da cirurgia o médico Jorge Amaral, que também esteve à frente do primeiro caso registrado em janeiro, a médica Alessandra Damian e a equipe de enfermagem do hospital.
Segundo especialistas, o chamado parto empelicado acontece quando o bebê nasce ainda envolto pela bolsa amniótica, uma membrana fina e transparente que o protege durante a gestação. O mais comum é que essa bolsa se rompa naturalmente antes ou durante o parto, inclusive em cesarianas.
Nesses casos raros, a bolsa permanece intacta até o nascimento. Após a retirada do bebê, o procedimento padrão é a abertura da membrana pelo médico, permitindo o início da respiração e a realização dos cuidados neonatais.
Ainda conforme profissionais da área, não há como prever quando esse tipo de situação pode ocorrer. Apesar da raridade, o parto empelicado não oferece riscos adicionais à mãe ou ao bebê.
Após o nascimento, o recém-nascido segue os protocolos habituais, com avaliação e acompanhamento da equipe pediátrica.
