Gastos administrativos da máquina pública federal atingem R$ 72,7 bilhões em 2025, maior patamar em nove anos

Os gastos administrativos da máquina pública federal somaram R$ 72,7 bilhões em 2025, o maior valor registrado em nove anos, segundo dados da Secretaria do Tesouro Nacional corrigidos pela inflação. O montante volta a superar a marca de R$ 70 bilhões, patamar observado durante os governos Dilma Rousseff, após um período de recuo nas gestões de Michel Temer e Jair Bolsonaro.

De acordo com os números, o avanço das despesas ocorreu a partir de 2023, já no terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os gastos incluem custos com energia elétrica, telefonia, serviços de limpeza e vigilância, combustíveis, tecnologia da informação, aluguéis de imóveis, além de diárias e passagens utilizadas por servidores e autoridades. Essas despesas compõem o chamado custeio administrativo, essencial para o funcionamento cotidiano da administração pública.

O crescimento desse tipo de gasto gera impacto direto sobre o orçamento federal, pois faz parte dos chamados gastos livres — aqueles que não são obrigatórios e que podem ser ajustados pelo governo. Pelo novo arcabouço fiscal, essas despesas estão limitadas a um crescimento real máximo de 2,5% ao ano.

Com o avanço do custeio, o espaço para investimentos e ampliação de programas sociais tende a diminuir. Para 2026, a margem total disponível para gastos livres está estimada em R$ 129,2 bilhões. No entanto, mais da metade desse valor deverá ser consumida pelas despesas administrativas, reduzindo a capacidade do governo de direcionar recursos para áreas como infraestrutura, políticas públicas e novos projetos.

Especialistas alertam que, embora parte dessas despesas seja inevitável para manter a estrutura do Estado em funcionamento, o aumento contínuo pressiona o equilíbrio fiscal e exige maior eficiência na gestão dos recursos públicos.

Com informações do Jornal O Sul.
Foto: Jornal O Sul

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