Banco Master: Vorcaro é preso em nova fase da Operação Compliance Zero
O empresário Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, foi preso preventivamente nesta quarta-feira (4) durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal. A ordem foi expedida pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A operação apura a atuação de uma suposta organização criminosa envolvida em crimes como ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos. As investigações têm como foco um esquema bilionário de fraudes financeiras relacionado à comercialização de títulos de crédito falsos.
Além de Vorcaro, também é alvo da ação o empresário Fabiano Campos Zettel, cunhado do banqueiro. Ao todo, foram cumpridos quatro mandados de prisão preventiva e 15 mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo e Minas Gerais.
Bloqueio de bens e afastamentos
O STF determinou ainda o sequestro e bloqueio de bens que podem chegar a R$ 22 bilhões, medida que visa interromper a movimentação de ativos vinculados ao grupo investigado e preservar valores possivelmente relacionados às irregularidades apuradas.
Também foram determinadas ordens de afastamento de dois servidores do Banco Central do Brasil: Paulo Sérgio Neves de Souza, ex-diretor de fiscalização, e Bellini Santana. Ambos já estavam afastados por decisão do presidente da instituição, Gabriel Galípolo. As investigações contam com o apoio do Banco Central.
Prisão e CPI
Vorcaro foi detido em sua residência, na capital paulista, e encaminhado à Superintendência da Polícia Federal em São Paulo. Esta não é a primeira vez que ele é preso no âmbito das investigações. Em novembro do ano passado, o empresário foi detido ao tentar embarcar para o exterior, permanecendo preso por 10 dias. Após a soltura, passou a utilizar tornozeleira eletrônica.
A nova prisão ocorreu no mesmo dia em que estava previsto o depoimento de Vorcaro na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, no Senado. Na noite anterior, o ministro André Mendonça havia atendido a pedido da defesa e dispensado o empresário da obrigatoriedade de comparecer, tornando sua presença facultativa. Na decisão, o magistrado destacou a relevância da CPI, mas reforçou a garantia constitucional de que nenhum investigado é obrigado a produzir prova contra si mesmo.
Fabiano Zettel também era aguardado para prestar depoimento nesta quarta-feira.
Com informações do Portal Metrópoles.
