Após três anos, Ernani Polo encerra gestão à frente da Secretaria de Desenvolvimento Econômico

O governo do Rio Grande do Sul apresentou, na segunda-feira (12/1), no Palácio Piratini, o balanço das ações desenvolvidas pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec) entre 2023 e 2025. A cerimônia, conduzida pelo governador Eduardo Leite, marcou também o encerramento do ciclo de Ernani Polo à frente da pasta, após três anos de gestão. O cargo passa a ser ocupado interinamente por Leandro Evaldt, até então secretário-adjunto.

Durante a apresentação, foram destacados resultados considerados expressivos na atração de investimentos, estímulo ao empreendedorismo, prospecção de novos negócios e fortalecimento da relação com o setor produtivo. Um dos principais instrumentos citados foi o Fundo Operação Empresa do Rio Grande do Sul (Fundopem-RS), que somou R$ 6,2 bilhões em investimentos no período. Desse total, R$ 4,8 bilhões correspondem ao Fundopem Tradicional, com geração estimada de 4 mil empregos diretos. Já o Fundopem Recupera, criado em 2024 para apoiar empresas afetadas pelas enchentes, viabilizou R$ 1,4 bilhão e contribuiu para a preservação de mais de 24 mil postos de trabalho.

Ao discursar, Eduardo Leite ressaltou que os resultados estão diretamente ligados à construção de um ambiente favorável aos investimentos. Segundo o governador, fatores como infraestrutura, segurança, saúde e qualificação da mão de obra são determinantes para a confiança do setor produtivo. Ele afirmou que o Estado atingiu, nos últimos anos, o maior volume de anúncios de investimentos já registrado, mesmo diante de adversidades como estiagens e enchentes.

Leite também destacou a atuação de Ernani Polo à frente da Sedec, agradecendo pelo trabalho desenvolvido. Para o governador, a gestão foi marcada pela capacidade de diálogo e pela busca de resultados concretos para o desenvolvimento econômico do Estado.

O balanço incluiu ainda números das instituições vinculadas à Sedec. O Badesul registrou R$ 2,13 bilhões em financiamentos, distribuídos em 1.235 projetos aprovados. Já o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) alcançou R$ 5,84 bilhões em operações, contemplando 12.429 projetos em diferentes setores. Na Junta Comercial, Industrial e Serviços do Estado (Jucirs), o destaque ficou para a modernização dos processos, com uso de inteligência artificial, e para a expansão da plataforma Tudo Fácil Empresas, implantada em 76 municípios que concentram cerca de 65% do PIB gaúcho.

Em sua despedida do cargo, Ernani Polo avaliou a gestão como marcada por entregas, diálogo e resultados. Ele agradeceu a confiança do governador e do vice-governador, além do apoio de entidades, empreendedores e servidores públicos, e afirmou sair convicto do potencial empreendedor do Rio Grande do Sul.

Entre as ações estruturantes do período, também foram citadas a elaboração do Plano de Desenvolvimento Econômico, Inclusivo e Sustentável, que completou um ano, e a criação da Invest RS, agência voltada à promoção das potencialidades do Estado e à atração de investimentos, responsável por projetar cerca de R$ 30 bilhões em novos aportes.

Na área de atração de investimentos, os números consolidados indicam que o Rio Grande do Sul recebeu quase R$ 240 bilhões em anúncios nos últimos três anos, conforme dados do Investômetro. Entre os principais projetos estão o investimento de R$ 27 bilhões da CMPC, o maior já anunciado por uma empresa privada no Estado, o aporte inicial de R$ 3 bilhões da Scala Data Centers, em Eldorado do Sul, e o complexo aeronáutico da Aeromot, em Guaíba. Projetos como o resort do Club Med, em Gramado, também figuram entre os exemplos apontados pelo governo como demonstração da capacidade do Estado em atrair grandes empreendimentos.

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