A disputa interna entre Polo e Covatti ganhou novos contornos na última quarta-feira, 7 de janeiro, quando o santo-augustense criticou a forma como ocorre o processo de escolha do representante progressista. Segundo ele, o fato de o presidente estadual do partido também figurar como pré-candidato ao governo “compromete a isenção, desequilibra o debate e fere o princípio mais elementar de qualquer disputa interna. Não é aceitável que alguém presida, organize e conduza um processo do qual é parte diretamente interessada”, criticou.
O embate teve início com a convocação de uma reunião do diretório, feita pelo presidente do PP, Covatti Filho, para a terça-feira, 20 de janeiro, às 14h. O encontro tem como objetivo definir a pré-candidatura da sigla na disputa ao Piratini, além de deliberar sobre a permanência ou o desembarque da base do governo Eduardo Leite (PSD) e a indicação de alianças. Conforme o edital, a votação será secreta e ocorrerá entre 14h30 e 15h29, com participação de suplentes em caso de ausência de titulares, entre 15h30 e 16h.
Em mensagem enviada à base dos Progressistas, Polo criticou o curto intervalo entre sua saída da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e a realização da reunião. “Oito dias não são suficientes para apresentar ideias, dialogar com as bases, ouvir lideranças regionais e permitir que o partido faça uma escolha consciente e definitiva de seu candidato a governador”, afirmou. O santo-augustense defendeu que o comando de todo o processo interno seja assumido interinamente pelo vice-presidente do partido, “garantindo neutralidade, credibilidade e respeito às regras do jogo político”, complementou. “Não tenho receio da disputa. […] O que não aceito é a tentativa de impor atalhos, concentrar decisões e transformar o Progressistas em um instrumento de conveniência pessoal”, finalizou.
O jornal O Celeiro contatou a assessoria de imprensa do Progressistas em busca de manifestação de Covatti Filho, mas não obteve resposta até o fechamento desta edição.
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