A construção da nova ponte sobre o Rio Uruguai, na BR-163, ligando os municípios de Itapiranga (SC) e Barra do Guarita (RS), voltou a ganhar força com novos encaminhamentos junto ao Governo Federal. Considerada uma demanda histórica da região, a obra pode avançar para a fase de licitação já nos próximos meses.
O projeto prevê uma ponte com 1,2 mil metros de extensão e duas faixas de tráfego, além de um complexo viário que inclui um contorno de 8,5 quilômetros em Itapiranga e uma variante de 4,5 quilômetros no lado gaúcho. O investimento total estimado é de R$ 379 milhões.
Atualmente, a travessia entre os dois estados é realizada por balsa, o que limita o fluxo de veículos e impacta diretamente o transporte de pessoas e o escoamento da produção. Com a nova estrutura, a expectativa é de maior agilidade logística e fortalecimento da economia regional.
De acordo com o ex-prefeito de Itapiranga e coordenador do movimento pró-ponte, Rodrigo Locatelli, o projeto vive um momento decisivo. Segundo ele, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) já aprovou o projeto básico, etapa fundamental para dar sequência ao processo. Agora, o empreendimento segue para os estudos ambientais, incluindo o EIA (Estudo de Impacto Ambiental) e o RIMA (Relatório de Impacto Ambiental).
“Estamos aguardando o compromisso do Ministério dos Transportes de licitar a obra. Inclusive, durante agenda recente, foi reafirmado que a licitação pode ocorrer até maio de 2026”, afirmou.
Apesar do avanço técnico, o principal desafio segue sendo a garantia de recursos para execução completa da obra. Atualmente, o orçamento da União prevê cerca de R$ 37 milhões, valor ainda distante do total necessário -R$ 379 milhões.
Por isso, lideranças regionais intensificam a mobilização para que o projeto seja incluído no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o que garantiria a destinação integral dos recursos. “Estamos pleiteando que o projeto seja incluído no PAC Obras, onde há previsão de recursos para execução completa. Hoje, o valor disponível é insuficiente diante do custo total estimado”, reforçou Locatelli.
A construção da ponte é aguardada há mais de 50 anos e representa uma reivindicação antiga de moradores, lideranças políticas e do setor produtivo tanto do Extremo-Oeste de Santa Catarina quanto do Noroeste do Rio Grande do Sul.
Além de facilitar o deslocamento, a obra é vista como estratégica para o desenvolvimento regional, ampliando a integração entre os estados e fortalecendo cadeias produtivas importantes.

