Veja como votaram os gaúchos na CPMI do INSS
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS rejeitou, na madrugada deste sábado (28), o parecer apresentado pelo relator Alfredo Gaspar (PL-AL). A votação evidenciou forte divisão entre os parlamentares e impôs uma derrota ao relatório que propunha o indiciamento de centenas de pessoas.
O texto rejeitado previa o indiciamento de mais de 200 pessoas e também incluía o pedido de prisão preventiva de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Ao todo, o parecer recebeu 12 votos favoráveis e 19 contrários, sendo derrotado pela maioria dos integrantes da comissão. Entre os que apoiaram o relatório estão nomes como Magno Malta (PL-ES), Rogério Marinho (PL-RN) e Damares Alves (Republicanos-DF). Já entre os contrários estão parlamentares como Randolfe Rodrigues (PT-AP), Jaques Wagner (PT-BA) e Humberto Costa (PT-PE).
De acordo com informações divulgadas pelo portal CNN Brasil, o relatório rejeitado previa o indiciamento de cerca de 220 pessoas, incluindo autoridades e servidores, no âmbito das investigações sobre supostas irregularidades no Instituto Nacional do Seguro Social. A rejeição do parecer representa um revés para a condução dos trabalhos da CPMI e pode impactar os desdobramentos políticos e jurídicos do caso.
Voto dos representantes do Rio Grande do Sul
Entre os parlamentares gaúchos que participaram da votação, houve divisão de posicionamentos:
- O deputado Marcel Van Hattem (Novo-RS) votou favoravelmente ao relatório de Alfredo Gaspar.
- Já o deputado Paulo Pimenta (PT-RS) votou contra o parecer apresentado.
O resultado final reforça o cenário de polarização política dentro da comissão, com diferentes blocos partidários se posicionando de forma clara diante das conclusões do relator. A partir da rejeição, a CPMI deverá definir os próximos passos, que podem incluir a elaboração de um novo relatório ou o encerramento dos trabalhos sem um parecer aprovado.
