Vômitos e diarreia: saiba como evitar as viroses comuns nesta época

Com a mudança de estação e maior circulação de vírus, casos de viroses intestinais como rotavírus e norovírus continuam sendo registrados e exigem atenção da população. Os principais sintomas incluem vômitos, diarreia e mal-estar, com risco maior de desidratação, especialmente em crianças.

O norovírus pode afetar pessoas de todas as idades e costuma ter duração mais curta, entre um e três dias, porém com vômitos intensos. Já o rotavírus atinge principalmente crianças pequenas, apresenta evolução entre três e oito dias e conta com vacina como forma de prevenção.

No município, a situação recente mostra que os casos estiveram mais presentes nos últimos dias. Conforme a diretora do Hospital Bom Pastor, Marilei Andrighetto, houve um aumento pontual nos atendimentos. “Há uns 15 dias atrás registramos bastante casos. Hoje em número menor, mas ainda assim há casos”, relatou.

Na Secretaria de Saúde, o cenário também teve registros recentes. Segundo a secretária Maristela Callai, ainda havia casos na última sexta-feira.

Especialistas reforçam que a prevenção passa principalmente por cuidados simples do dia a dia. A nutricionista Solange Montanha destaca que a saúde intestinal é um fator importante na proteção do organismo. “Para se proteger do rotavírus, nós precisamos começar isso pelo intestino. Esse vírus ataca diretamente o intestino, então quanto mais saudável ele estiver, menor o impacto no corpo”, explicou.

Ela orienta manter uma alimentação equilibrada, rica em fibras, probióticos e nutrientes. “Inclua alimentos naturais e integrais, invista em vitamina A — presente em cenoura, abóbora e manga — e em fontes de zinco, como castanhas, sementes e carnes. Além disso, é fundamental manter-se bem hidratado”, afirmou. A nutricionista também recomenda evitar excesso de açúcar, alimentos industrializados, refrigerantes e álcool.

Para quem já apresenta sintomas, o cuidado deve ser redobrado. “O foco agora é proteger o intestino e evitar a desidratação. Priorizar água, água de coco, caldos e sopas, além de alimentos leves como arroz, banana, maçã e cenoura cozida”, orienta. Ela ainda alerta para evitar leite e derivados, frituras, café e bebidas açucaradas durante o período.

Na avaliação do médico Cláudio Polo, a maioria dos casos tende a evoluir de forma favorável. “Essas infecções intestinais, na maioria das vezes, são de evolução benigna. Mas pacientes com baixa imunidade podem apresentar quadros mais graves”, destacou.

Ele reforça que a prevenção está diretamente ligada à higiene. “O cuidado maior é com alimentos ingeridos in natura, como saladas e frutas. É importante higienizar bem, além de lavar as mãos e ter atenção com a água, utilizando filtro ou fervura”, explicou.

Sobre o tratamento, o médico ressalta que, na maioria das situações, ele pode ser feito em casa. “O quadro clínico geralmente é tratado em domicílio, com aumento da ingesta hídrica e uso de medicamentos sintomáticos. Casos mais complicados devem ser avaliados no hospital”, afirmou.

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