Região Celeiro tem 76 casos de violência contra a mulher em fevereiro de 2026
O ano de 2026 começou com um aumento preocupante nos casos de violência contra a mulher na Região Celeiro. Dados referentes aos dois primeiros meses do ano indicam crescimento nos registros em comparação ao mesmo período de 2025, reforçando o alerta para a necessidade de intensificação das ações de prevenção e combate a esse tipo de crime.
Somente no mês de fevereiro foram registrados 76 delitos, número superior aos 90 casos contabilizados em fevereiro de 2025. Embora o aumento tenha sido pequeno nesse mês específico, o acumulado do ano demonstra uma elevação significativa. Em janeiro e fevereiro de 2025, a região somou 133 ocorrências, enquanto no mesmo período de 2026 foram registrados 166 delitos — um crescimento próximo de 25%.
Entre os crimes registrados nos dois primeiros meses de 2026, o mais frequente foi o de ameaça com 99 delitos. Na sequência aparecem 61 casos de lesão corporal, cinco estupros e uma tentativa de feminicídio. Um dado que chama a atenção é justamente o número de estupros. Em todo o ano de 2025 foram registrados 21 casos na Região Celeiro e, apenas nos dois primeiros meses de 2026, já foram contabilizadas cinco ocorrências, o que representa quase 25% do total registrado no ano passado.
Por outro lado, especialistas apontam que o aumento nos registros de ameaças pode indicar maior conscientização das vítimas em denunciar os primeiros sinais de violência. Quando as ameaças são registradas, muitas vezes é possível evitar que a situação evolua para agressões físicas mais graves, o que demonstra que as campanhas de conscientização e incentivo à denúncia podem estar surtindo efeito.
Municípios acima da média regional
Os dados também revelam que 12 municípios da Região Celeiro apresentaram índices acima da média regional nos dois primeiros meses de 2026. A média ficou em 2,26 casos por mil mulheres.
Em ordem decrescente, os municípios com os índices mais elevados foram: Redentora, Campo Novo, Miraguaí, Bom Progresso, Braga, Coronel Bicaco, Santo Augusto, Barra do Guarita, Crissiumal, Três Passos, Tiradentes do Sul e Derrubadas.
Entre os municípios que ficaram abaixo da média regional, destaca-se Inhacorá, que nos dois primeiros meses do ano não registrou nenhuma ocorrência relacionada à Lei Maria da Penha.
Três Passos e Redentora lideram em números absolutos
Quando analisados os números absolutos de ocorrências, o município de Três Passos aparece no topo do ranking, com 31 registros, sendo 20 deles relacionados ao crime de ameaça. Na sequência está Redentora, com 21 ocorrências, das quais 14 também foram classificadas como ameaça.
Metodologia adaptada
Devido à baixa densidade populacional da região, a Secretaria da Segurança Pública do Rio Grande do Sul adotou uma metodologia específica para calcular as taxas de violência. Diferentemente do padrão estadual, que utiliza a proporção por 100 mil habitantes, na Região Celeiro a análise considera o número de casos por mil mulheres, permitindo uma avaliação mais adequada da realidade local.
Fonte: Secretaria de Segurança Pública do Rio Grande do Sul (SSP-RS)
Edição e Créditos: Observador Regional


